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Casos de cálculo renal crescem cerca de 20% durante o verão
Publicado em: 15/02/2017 por Rafael Nunes - DGBB Assessoria
Casos de cálculo renal crescem cerca de 20% durante o verão
Levantamento é da Sociedade Brasileira de Nefrologia, que também faz um alerta para os riscos do problema se desenvolver para uma doença crônica. Especialista explica como prevenir o transtorno
   

 Durante os meses mais quentes do ano, o risco dos rins apresentarem cálculos renais – também conhecida como pedras nos rins – aumenta consideravelmente. Isso ocorre, segundo a médica nefrologista da Clínica de Doenças Renais de Brasília (CDRB), Maria Letícia Cascelli, porque as pessoas transpiram mais e nem sempre repõem a quantidade ideal da água perdida no corpo. “O paciente que elimina pelo menos 2,5 litros de urina por dia, por exemplo, diminui em até 40% os riscos de desenvolver cálculos renais. Já nos meses mais quentes, a quantidade expelida diminui naturalmente e, por isso, é preciso aumentar a ingestão de líquidos”, explica a especialista. De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 12% dos homens e 6% das mulheres terão cálculo renal em algum momento da vida. Hoje, segundo a pasta, o problema atinge cerca de 150 mil brasileiros (ou 15%) todos os anos no país. 

 

“Os cálculos surgem quando há alta concentração de certas substâncias e/ou quantidade insuficiente de inibidores urinários para evitar que elas se cristalizem”, explica a nefrologista. A ingestão de água modifica as condições físico-químicas da urina e favorece os fatores inibidores. Além disso, a especialista explica que a qualidade da alimentação é primordial. “As principais recomendações são diminuir a ingestão de proteína animal (carne, frango e frutos do mar), de sal (quantidade diária inferior a 3g de sódio) e aumentar o consumo de vegetais e frutas — ricos em inibidores da formação de cálculos. Exercícios físicos moderados podem diminuir em até 31% esse risco, desde que realizados sob adequada hidratação”, afirma.

  

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que cerca de 12% da população mundial sofre de cálculos urinários e 24% apresentam maior pré-disposição para formar pedras nos rins. A maioria dos casos possui uma melhora natural do problema, com a expulsão natural da pedra, mas cerca de 20% dos casos precisam de uma intervenção cirúrgica e tratamento.  

 

SINTOMAS — De acordo com a médica Maria Letícia, os sintomas mais comuns das pedras nos rins é a cólica renal, que, na maioria das vezes, começa repentinamente e provoca dores muito intensas, náuseas, vômitos e sangramento pela urina causado pelo atrito das pedras com as paredes dos órgãos que compõem o aparelho urinário.

 

“Os cálculos também podem provocar infecção urinária grave com disseminação pelo organismo e, em situações extremas, a paralisação do funcionamento renal, que acontece quando eles obstruem ambas as vias de saída de cada rim. Isso aumenta o risco de doença renal crônica no futuro e pode levar o paciente à necessidade de terapia dialítica”, enfatiza Cascelli.

 

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO — Eventuais alterações anatômicas, neurológicas e a influência genético-familiar podem favorecer o surgimento de cálculos. Uma vez diagnosticadas, as causas passam a ser alvo de uma intervenção precoce, com ações personalizadas sob a orientação de um especialista da nefrologia.

 

Às vezes, os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças como apendicite, colecistite e problemas nos ovários. Por isso, o diagnóstico preciso é fundamental. “Exames de imagem, idealmente tomografia computadorizada helicoidal sem contraste ou ultrassonografia de abdome, além de investigação metabólica por meio de exames de sangue e urina são essenciais”, informa a médica. Caso seja diagnosticada a presença de cálculos, o ideal é adotar uma dieta específica para combater suas causas, que são possíveis de identificar em até 95% dos casos.

Em 15/02/2017


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