Super Banner
super banner
Notícias
feed   Você está em: Notícias de Saúde
A+ | a-
Brasília
Publicado em: 08/05/2026 pela equipe do Brasília Web

Câncer de ovário avança sem sinais claros e exige atenção aos sintomas

Câncer de ovário avança sem sinais claros e exige atenção aos sintomas.

   

O câncer de ovário costuma evoluir sem sinais claros no início e, por isso, ainda é frequentemente identificado em estágios mais avançados. No Dia Mundial da doença, celebrado em 8 de maio, o alerta é para a atenção a sintomas persistentes e a importância do diagnóstico precoce.

"Chamamos de câncer silencioso porque, na fase inicial, ele não apresenta sinais claros. Quando os sintomas aparecem, costumam ser vagos e facilmente confundidos com problemas comuns, como desconforto abdominal ou alterações intestinais", explica o cirurgião oncológico do Hospital Anchieta Ceilândia, Guilherme Inácio.

Na prática, isso faz com que cerca de 75% dos casos sejam reconhecidos apenas quando a doença já se encontra em estágio avançado, muitas vezes com comprometimento de outros órgãos abdominais, o que torna o tratamento mais complexo.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para 2026, que consideram as taxas de incidência por 100 mil habitantes e o número de casos novos por tipo de tumor, a previsão é de cerca de 160 novos casos no Distrito Federal.

Entre os sinais que merecem atenção estão aumento do volume abdominal, sensação de inchaço frequente, saciedade precoce, dor pélvica ou abdominal persistente e alterações urinárias ou intestinais. A persistência desses sintomas, principalmente quando surgem de forma nova e recorrente, deve motivar a busca por avaliação médica.

Atenção ao histórico familiar e aos fatores de risco

O risco aumenta com a idade, especialmente após os 50 anos, e também está associado a fatores como não ter filhos, início precoce da menstruação e menopausa tardia. No entanto, o principal fator de atenção é o histórico familiar de câncer de ovário e de mama.

"Em alguns casos, há associação com mutações genéticas, como BRCA1 e BRCA2, que aumentam significativamente o risco. Por isso, mulheres com histórico familiar devem ser acompanhadas de forma mais próxima e, em algumas situações, avaliadas para investigação genética", destaca o especialista.

Diferente de outros tipos de câncer, não há um exame de rastreamento eficaz para a população geral. Por isso, o acompanhamento ginecológico regular e a atenção aos sintomas são as principais estratégias de detecção.

A investigação, quando há suspeita, costuma começar com o ultrassom transvaginal, podendo ser complementada por exames como tomografia, ressonância magnética e dosagem de marcadores tumorais, como o CA-125. A confirmação da doença, no entanto, é feita por meio de biópsia cirúrgica.

Tratamento evolui com novas abordagens

O tratamento é individualizado e, na maioria dos casos, envolve cirurgia associada à quimioterapia. Um dos principais objetivos é a retirada completa do tumor visível, estratégia conhecida como citorredução, que aumenta a eficácia das terapias complementares.

Nos últimos anos, avanços na medicina de precisão têm ampliado as possibilidades terapêuticas, com destaque para as terapias-alvo, como os inibidores de PARP, indicados principalmente em pacientes com alterações genéticas específicas. Técnicas cirúrgicas mais modernas, como a cirurgia robótica, também têm contribuído para procedimentos mais precisos e recuperação mais rápida.

A detecção precoce faz diferença significativa no prognóstico. Quando identificada em estágio inicial, as chances de cura podem ultrapassar 90%. Já nos casos avançados, o tratamento passa a focar no controle da doença e na qualidade de vida.

Além do cuidado médico, o suporte emocional é parte fundamental do processo. A confirmação da doença impacta diretamente a paciente e sua rede de convivência, tornando o apoio psicológico e familiar um aliado importante durante o tratamento.

Embora não exista uma forma de prevenção absoluta, hábitos saudáveis, como manter o peso adequado, praticar atividade física e evitar o tabagismo, contribuem para a redução do risco geral de câncer. Em mulheres com alto risco genético, estratégias preventivas podem ser discutidas de forma individualizada.

"Não ignore os sinais do seu corpo. O câncer de ovário não é uma sentença, principalmente quando há informação e detecção precoce. Se algo mudou e persiste, procure avaliação. O conhecimento é a principal ferramenta de proteção", orienta Guilherme Inácio.

Em 08/05/2026
Fonte: Paulo Ricardo Porto Marcial - Re9 Comunicação
Imagem: ---

TAG: Câncer de ovário | Sintomas | Histórico familiar | Fatores de risco


super banner
Leia mais sobre: Notícias de Saúde

1360 Registros: - Exibindo 1 de 195 - Primeiro - Anterior  - |  1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 39 | 40 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 49 | 50 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 59 | 60 | 61 | 62 | 63 | 64 | 65 | 66 | 67 | 68 | 69 | 70 | 71 | 72 | 73 | 74 | 75 | 76 | 77 | 78 | 79 | 80 | 81 | 82 | 83 | 84 | 85 | 86 | 87 | 88 | 89 | 90 | 91 | 92 | 93 | 94 | 95 | 96 | 97 | 98 | 99 | 100 | 101 | 102 | 103 | 104 | 105 | 106 | 107 | 108 | 109 | 110 | 111 | 112 | 113 | 114 | 115 | 116 | 117 | 118 | 119 | 120 | 121 | 122 | 123 | 124 | 125 | 126 | 127 | 128 | 129 | 130 | 131 | 132 | 133 | 134 | 135 | 136 | 137 | 138 | 139 | 140 | 141 | 142 | 143 | 144 | 145 | 146 | 147 | 148 | 149 | 150 | 151 | 152 | 153 | 154 | 155 | 156 | 157 | 158 | 159 | 160 | 161 | 162 | 163 | 164 | 165 | 166 | 167 | 168 | 169 | 170 | 171 | 172 | 173 | 174 | 175 | 176 | 177 | 178 | 179 | 180 | 181 | 182 | 183 | 184 | 185 | 186 | 187 | 188 | 189 | 190 | 191 | 192 | 193 | 194 | 195 |  -  Seguinte - Final

Desenvolvido por: Logo PortalBSB © 2000/2026 - Portal BSB Soluções em Internet | Certificado de Acessibilidade validado pela W3C na modalidade máxima WAI-AAAA e WCAG 1.0 | Certificado de Acessibilidade do código CSS validado pela W3C | Certificado de Acessibilidade validado pelo Acesso Brasil