half banner
Notícias
feed   Você está em: Notícias de Saúde
A+ | a-
Brasília
Publicado em: 21/06/2019 por Imprensa Anchieta - Hospital Anchieta

Mais de 30% da população convive com dor crônica no Brasil

Com várias possibilidades de tratamentos, a enfermidade precisa ser investigada e acompanhada por especialista para evitar evolução para algo mais grave

   

A dor tem sido companheira diária de muitos brasileiros e aparece em diversas áreas do corpo, podendo se tornar crônica após três meses do início. De acordo com a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), ao menos 37% da população brasileira, cerca de 60 milhões de pessoas, relatam sentir dor de forma crônica.            

Entre as dores mais comuns está a enxaqueca, que só no Brasil atinge 34 milhões de pessoas, ou seja, uma em cada sete. Já a popular dor nas costas é responsável por mais 10,54% dos afastamentos do trabalho e pedido de entrada no benefício do INSS. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que 80% dos adultos irão sofrer pelo menos uma crise aguda de dor nas costas durante a vida, sendo que 90% das pessoas poderão ter mais de uma vez.         

E como essa dor evolui e se torna crônica? Diante de tantos números e áreas do corpo humano afetadas, a enfermidade está associada à redução da qualidade de vida e custo financeiro para o indivíduo e sociedade. O anestesiologista e especialista em Dor da NeuroAnchieta, Dr. Leandro Tonhá de Castro, explica como a dor pode evoluir e o que fazer. 

-Quando uma dor é considerada crônica? É possível conviver com dores crônicas e/ou agudas?

A dor é considerada crônica quando ela dura ou é recorrente pelo menos durante três meses. Hoje existem diversas opções de tratamento que melhoram muita a qualidade de vida desses pacientes. Portanto, é inadmissível que ainda existam profissionais de saúde que afirmem para seus pacientes “você tem que aprender a conviver com essa dor”.

- Qual a diferença entre dor aguda e dor crônica?         
Basicamente pela duração da dor, aquela que dura menos de três meses é considerada aguda, já a com duração maior que três meses é considerada crônica. Porém, existem alguns fatores que aumentam a chance dessa dor cronicar, por isso é importante que a dor aguda seja tratada adequadamente para diminuir a chance de se tornar crônica.             

- Os brasileiros ainda praticam bastante a automedicação, principalmente em casos de dor. Como isso pode afetar o nosso corpo? Qual a recomendação para o caso de dor?            
A prática da automedicação deve ser sempre condenada e contra indicada. Todas as medicações podem apresentar algum efeito colateral que pode ser leve ou até mesmo fatal. É importante que qualquer tratamento seja sempre feito sob orientação médica e de maneira individualizada, levando em consideração as características de cada paciente.             

- Quais tratamentos são realizados hoje? A morfina ainda é o medicamento mais utilizado para dores?
Existem vários tipos de tratamento para dores, com medicamentos que vão dos analgésicos comuns, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, alguns anticonvulsivantes e antidepressivos. Há também tratamento não medicamentoso com fisioterapias, prática de atividades física, terapia com psicólogos, acupunturas e os procedimentos minimamente invasivos realizados através de bloqueios guiados por radioscopia e ultrassonografia. A morfina é uma excelente medicação para algumas dores, porém não é a mais utilizada.   

- Quais doenças a dor é frequente e não tem cura?      
Em praticamente todas as doenças a dor se faz presente como sintoma. Porém, em certas doenças a dor é mais frequente e intensa, como, por exemplo, no câncer. Em algumas situações a dor é considerada a própria doença, como na enxaqueca, neuralgia pós-herpética e na neuralgia do trigêmeo. As cefaleias e as lombalgias são as dores mais comuns.   


- Quando uma dor deve ser investigada para não se tornar algo mais grave? Tratamentos caseiros, como compressas quentes, gelo, chás, arnica, ajudam ou mascaram possíveis sintomas e complicações?             
A dor é sempre um sinal de alerta, deve sempre ser investigada e o tratamento realizado com orientação médica. O problema desses tratamentos caseiros é o atraso na procura do atendimento médico.              

- Quando a dor muscular é causada por uma determinada atividade física, realizar novamente o exercício, ou seja, malhar aquela mesma região ajuda na recuperação ou isso é mito?

Atividade física quando feita de forma adequada e com orientação de um profissional de atividade física dificilmente causa dor. Caso haja dor é necessária uma investigação e o profissional deverá ser informado para readequação da atividade física.   

- O senhor tem alguma estatística de dor no Brasil?     
No Brasil e no mundo a prevalência de dores crônicas gira em torno de 30% da população, ou seja, em cada 10 pessoas três apresentam algum tipo de dor crônica.

Em 21/06/2019
Cerca de 60 milhões de pessoas relatam sentir dor de forma crônica. A enfermidade reduz a qualidade de vida e gera custo financeiro para o indivíduo e sociedade. Foto: Divulgação


Super Banner
Leia mais sobre: Notícias de Saúde

897 Registros: - Exibindo 1 de 129 - Primeiro - Anterior  - |  1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 | 30 | 31 | 32 | 33 | 34 | 35 | 36 | 37 | 38 | 39 | 40 | 41 | 42 | 43 | 44 | 45 | 46 | 47 | 48 | 49 | 50 | 51 | 52 | 53 | 54 | 55 | 56 | 57 | 58 | 59 | 60 | 61 | 62 | 63 | 64 | 65 | 66 | 67 | 68 | 69 | 70 | 71 | 72 | 73 | 74 | 75 | 76 | 77 | 78 | 79 | 80 | 81 | 82 | 83 | 84 | 85 | 86 | 87 | 88 | 89 | 90 | 91 | 92 | 93 | 94 | 95 | 96 | 97 | 98 | 99 | 100 | 101 | 102 | 103 | 104 | 105 | 106 | 107 | 108 | 109 | 110 | 111 | 112 | 113 | 114 | 115 | 116 | 117 | 118 | 119 | 120 | 121 | 122 | 123 | 124 | 125 | 126 | 127 | 128 | 129 |  -  Seguinte - Final

Desenvolvido por: Logo PortalBSB © 2000/2019 - Portal BSB Soluções em Internet | Certificado de Acessibilidade validado pela W3C na modalidade máxima WAI-AAAA e WCAG 1.0 | Certificado de Acessibilidade do código CSS validado pela W3C | Certificado de Acessibilidade validado pelo Acesso Brasil